segunda-feira, 6 de julho de 2015

Para quem gosta de Artesanato

Para quem gosta de Artesanato deixo aqui o Facebook e o Blog da Artefacto.
Passem por lá vejam as novas peças que estão a ser feitas, deêm um feedback e espero que gostem:
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domingo, 6 de abril de 2014

Tatu



Fuleco macoste  Mundial 2014
 
Tal como prometido, vou falar de um animal que este ano vai andar nas bocas do mundo isto por ser a mascote do Mundial do Brasil 2014. Trata-se nada mais nada menos que um tatu, que  como vou falar mais à frente tem uma grande importância a nível ecológico e essa é também umas das mensagens que tentam passar pela mascote.

O tatu ou armadilho é um mamífero pertencente à família Dasypodidae, pequeno animal caracterizado por ter uma carapaça (quase como uma armadura) que cobre o seu corpo, dividida por bandas cujo número varia de espécie para espécie. Algo também característico deste animal é a sua zona ventral com densa pelagem. Proveniente do continente americano, vive em savanas, florestas secas e locais com vegetação perto do rio, matas ciliares por exemplo. A maioria das espécies de tatu têm hábitos noturnos, apanhando todo o seu alimento durante a noite, não podendo contar com a sua visão pois não é muito desenvolvida ao contrário da sua audição e do seu olfato.

As várias espécies de armadilho, em termos de comprimento apresentam entre os 40 cm e 70 cm.A cauda pode ir dos 30 cm aos 50 cm, e podem pesar entre 2,5 a 6 quilos em média.

O tatu é omnívoro (alimenta-se de plantas e de outros animais, principalmente insetos) por essa razão têm um grande peso ecológico ajudando a manter o equilíbrio de algumas populações, nomeadamente de formigas. Estudos feitos por uma universidade brasileira indicam que uma das variedades de tatus com apenas 2 quilos e meio podem comer numa só noite cerca de 8855 invertebrados!

Além da sua armadura os tatus possuem umas fortes e afiadas garras que servem essencialmente para cavar buracos no solo mas são também utilizadas na captura de alimento, que servem de casas onde ficam durante o dia e onde pode viver mais do que um indivíduo. Uma das razões pela qual ele se esconde de baixo da terra é porque tem grande dificuldade em manter a sua temperatura corporal, e por isso a única arma contra isso é esconder-se para fugir ao frio.

Quanto à sua reprodução este pequeno mamífero apresenta um facto bastante curioso, normalmente tem 4 crias, apesar de poder chegar às 12, e todas elas são gémeos idênticos e pertencem ao mesmo sexo.

Apesar da sua armadura, visto que são mamíferos pequenos têm alguns predadores naturais como as onças, mas quem mais os mata somos mesmo nós, o Homem, ou por causa das tribos nativas da américa que procuram alimento ou para aproveitar a sua carapaça para outros fins.

Em termos de evolução da medicina este animal está também a ser muito importante porque são os únicos animais, além do Homem que são capazes de contrair lepra e por essa razão são usados em estudos, que podem vir a ter grande efeito no futuro.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Regresso

Como repararam estive ausente durante um longo período de tempo, mas agora irei regressar. O próximo post será já neste fim-de-semana, sobre um animal que este ano vai ser visto por todo mundo, quer dizer, o animal em si não, mas uma mascote que foi inspirada nele, será que alguém consegue adivinhar qual é?
A partir de hoje além de poderem deixar opinião nos comentários (o que é sempre importante para conseguir melhorar), podem também enviar um e-mail para o: pequenozoologo@gmail.com com a opinião ou se quiserem podem dar ideias para posts futuros.
Obrigado

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Foraminíferos

Vistos a "olho nu"
Visto que este ano estou no 10º e estou na área de ciências e tecnologia, eu tenho como disciplina a biologia, por isso neste post tentei juntar o conhecimento das aulas ( quando estudamos as rochas) mais a pesquisa.



Os Foraminíferos são animais maioritariamente marinhos, que são classificados como Protozoários, isto é, são microorganismos cuja locomoção é feita através do batimento de cílios* ou batimento de flagelos* que são estruturas mais adaptadas para a natação. Estes animais segregam uma concha que é composta por carbonato de cálcio e por outros compostos inorgânicos, como sílica. Eles vivem dentro de conchas com uma única câmara, sendo designadas como uniloculares, mas a maior parte dos foraminíferos são multiloculares, ou seja, vivem em conchas que possuem várias câmaras, estas são formadas umas por cima das outras, e quando vistas parecem bolhas (neste caso tive oportunidade de na aula observar estes multiloculares). Os meios de locomoção usados pelos foraminíferos são os pseudópodes (que também são utilizados para recolher alimentos), e estes pseudópodes são extensões fluídas do citoplasma. A concha geralmente (nos foraminíferos vivos) está virada para a abertura onde estão os tais pseudópodes. Com excepção de alguns casos em que eles tenham de fugir de um predador? por exemplo, o movimento deste animais é aleatório. Tal como em cima disse, os pseudópodes além de serem usados para se movimentarem também são usados para se alimentarem, normalmente as extensões fluidas do citoplasma formam uma rede que filtra o alimento que se encontra em suspensão na água. Existem “dois tipos de alimento”, os que são capturados em águas pouco profundas tal como algas microscópicas e os alimentos que são capturados em águas profundas, que são os detritos e bactérias (têm uma maior importância na alimentação destes organismos, faz com que tenham um crescimento saudável e reprodução boa). Apesar de tudo ainda há umas espécies de foraminíferos que são carnívoros e comem outros da sua espécie, larvas de crustáceos, larvas de ouriços do mar, etc. Os predadores destes animais são vários, como por exemplo, os camarões. As espécies multiloculares (com várias câmaras) iniciam a sua vida com uma única câmara, o proculum, e à medida que o animal aumenta o seu tamanho, o protoplasma flui para fora através de uma abertura na primeira câmara segregando um novo compartimento. Este processo é contínuo ao longo da sua vida e resulta na formação de uma série de câmaras, sendo cada compartimento maior do que os precedentes. A segregação de uma câmara raramente foi observada, mas parece que os pseudópodes têm um papel importante neste processo que pode demorar horas ou até mesmo dias.

*Cílios e flagelos são apêndices das células com um movimento sempre igual (constante) numa só direção.

Mortos (servem de fósseis)


Agradeço ao meu professor de Geologia e Biologia, professor Ivo Meco pela ajuda, incentivo e apoio na realização deste trabalho.
Vivo

 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Coala


O coala é um mamífero marsupial* da família Phascolarctidae.
Estes animais vivem cerca de 14 anos, e ao longo da sua vida, vivem nos eucaliptos, pois é nessas árvores que estes se alimentam. Eles, em média, passam 14 horas a dormir/a descansar, enquanto que o resto do dia procuram o alimento e comem o mesmo. A bolsa marsupial destes animais situa-se na barriga tal como acontece no caso dos cangurus (estes também marsupiais), o seu filho fica nessa bolsa até crescer, e depois, até se tornar adulto vive agarrado às costas da mãe.
Podemos encontrar os coalas, tal como a grande maioria dos restantes marsupiais, na Austrália. Infelizmente, este é um dos muitos animais que se encontra em vias de extinção, ocupando hoje uma área três vezes menor do que a que ocupava nos finais do século XVII, pois sofrem muito com a caça, e com os incêndio visto que a floresta é o seu habitat.
As principais características destes animais são: a sua pequena cabeça, olhos bem separados e um focinho curto, o nariz é achatado e grosso, as suas fossas nasais são muito desenvolvidas, e “mexem” no seu equilíbrio térmico.
Tal como nós, tanto os membros posteriores como os membros anteriores possuem 5 dedos, apesar de se diferenciar de nós pois o polegar das patas posteriores é mais pequeno, é oposto aos outros e não tem garras, enquanto que os outros dedos são fortes e têm garras longas.
A sua pelagem densa tem um papel importante (regular a temperatura do corpo, e proteger dos agentes atmosféricos), sendo a do dorso muito densa e de uma coloração escura que absorve o calor. A pelagem adapta-se: no verão é menos densa, e no inverno mais densa.
Possui um bom equilíbrio e músculos fortes nas coxas, e quando escala uma árvore, a falta de cauda é compensada pelos dedos bastante largos e pelas suas garras bastante desenvolvidas.
A época de reprodução dos coalas dura cerca de quatro meses. Neste período, os machos sexualmente maduros exploram o seu território, atraindo as fêmeas no cio. Elas enchem o local com o seu ao odor ao mesmo tempo que emitem um som semelhante a um mugido. Depois do acasalamento o macho não se ocupa do sustento do filho porque essa é função da fêmea, que só tem uma gestação por ano e normalmente só dá luz a um filho(raramente dois). A gestação dura cerca de 35 dias.
Um coala recém-nascido pesa 0,5 gramas e mede apenas 20 mm! Antes dos 6 ou 7 meses de vida o coala tem o corpo sem pelos, e cor-de-rosa, e os olhos e ouvidos estão fechados, depois dos 6 ou 7 meses de vida começam a ter pelos e já vêm e ouvem.Quando pequenos comem uma papa constituída por folhas de eucalipto pré-digeridas, e medem já 20 cm e pesam entre os 400 e 500 gramas.
Com cerca de 1 ano de idade, o filhote está completamente desmamado. Caso se trate de uma fêmea, só se irá afastar da mãe quando for à procura de um território próprio. Mas se for macho, será "banido" na época reprodutiva pelo macho residente.
O principal predador deste animal é um tipo de cão selvagem que se alimenta dos coalas velhos e doentes, que não tem força para os contra-atacar.


*Possuem uma bolsa onde se processa grande parte do desenvolvimento dos filhos.

domingo, 10 de abril de 2011

Nasce Lince-Ibérico

Vou transcrever esta noticia sobre o nascimento de um Lince-Ibérico no Algarve (espécie em vias de extinção) ;)

"Ainda não tem nome mas já se aguenta bem nas patas e tem um apetite voraz. Esta cria nasceu a 24 de Março e, de momento, é a única no centro de reprodução do lince-ibérico em Silves. Em Espanha há hoje 19 crias saudáveis, número que deixa antever um ano recorde nos esforços para salvar esta espécie da extinção.

Fruta vai fazer dois anos esta segunda-feira e já foi mãe. É a terceira fêmea que este ano deu à luz no Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro para o Lince-Ibérico (CNRLI). Biznaga e Fresa perderam as suas quatro crias. De momento, Azahar - o primeiro lince que chegou a Silves, a 26 de Outubro de 2009 - é a única com gravidez confirmada.

A cria de Fruta e Fresco, casal formado a 24 de Novembro do ano passado, tem “ritmos de aleitamento e actividades normais”, informou Sandra Moutinho, assessora de imprensa do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB). “Já começou a desprender as orelhas, a perder a ‘borra’ (pelagem neonatal) e mostra crescente coordenação de movimentos, já se aguentando nos seus próprios pés”.

Apesar de ser uma fêmea primeiriça e juvenil, Fruta – que chegou a Silves há apenas cinco meses, vinda do centro espanhol de El Acebuche, Doñana - “tem um cuidado extremo com a amamentação”, contou ao PÚBLICO. “Fruta acorda a cria de hora em hora para mamar quando está na caixa-ninho, e nunca sai mais de 2h40 da parideira”, acrescentou. “A actividade da cria é maior quando a Fruta demora mais a voltar ao ninho, o que é demonstrativo da saúde da cria e do comportamento adequado da Fruta. Sempre que a Fruta sai da caixa-ninho, a cria adormece e fica tranquila, sinal de que mamou e está satisfeita”.

Por estes dias, em plena época de cria, todos os cinco centros da rede ibérica de reprodução em cativeiro estão ao rubro. Iñigo Sanchez, coordenador do programa espanhol Ex-situ, revelou ao PÚBLICO esta quarta-feira que existem 19 crias vivas nos centros espanhóis. E esperam-se mais partos, incluindo em Silves. “Este número é magnífico, dado que supera em muito o recorde do programa, registado em 2009 quando tivemos 17 crias”, contou o responsável.

A morte de quatro crias no Centro da Herdade das Santinhas, em Silves, “não faz deste um ano mau”, salientou Iñigo Sanchez. “É preciso lembrar que este centro abriu há apenas ano e meio e que recebeu animais jovens e sem experiência reprodutora. O facto de todas as [oito] parelhas do centro terem copulado nesta temporada é um grande êxito e indicam que os animais se sentem bem lá”, comentou.

Ainda assim, é cedo para celebrar. Para a nova cria em Silves, sem irmãos, a fase mais crítica vai até aos 30 dias de idade. Durante este período, o animal “tem de desenvolver imunidade e aumentar uma percentagem significativa do seu peso diariamente”.

Para ajudar a que nada corra mal, é preciso “que o ambiente seja o mais tranquilo possível e que os animais se sintam confiantes”, explicaram os responsáveis do Centro. Há que “manter uma rotina mínima previsível e minimizar todas as tarefas extraordinárias”. Durante a época de cria, “intensifica-se a vigilância, medem-se comportamentos e as equipas preparam-se para potenciais intervenções”, de acordo com o protocolo definido.

A época de reprodução só é dada como terminada quando se der o desmame bem-sucedido de todas as crias nascidas e quando se ultrapassar a fase de luta entre crias da mesma ninhada.

A reprodução em cativeiro é uma solução de fim de linha para salvar uma espécie em extinção. O lince-ibérico Lynx pardinus, com pouco mais de 250 animais a viver em liberdade no planeta, tem o perfil perfeito. Ainda assim, o esforço não se fica por aqui. Em Espanha e Portugal procura-se recuperar o habitat para uma futura reintrodução de lince. Em Espanha já começaram a ser devolvidos animais à liberdade."

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Visitem ;)

Aproveitem e visitem o blog dos meus pais: http://artefactopxavier.blogspot.com

O peixe-balão e a Raposa

Desde já queria pedir desculpa por não ter postado nada ultimamente, queria também dar os parabéns à minha professora de Matemática pelo novo membro da família que tem desde ontem, espero que gostem deste poste sobre o peixe-balão e sobre a raposa. ;D
Peixe-balão




Os tetraodontídeos mais conhecidos por peixe-balão compõem uma família da ordem dos peixes Tetraodontiformes. São conhecidos pela capacidade que tem de inchar o corpo, tipo um balão, quando se sentem ameaçados. Possuem pequenos espinhos, excluindo a espécie Lagocephalus laevigatus, que não possui nenhum espinho. Além desta protecção, também produzem uma substância tóxica, que lhes dá um sabor desagradável e pode ser mortal!
Usa a sua capacidade para aumentar rapidamente de tamanho para evitar ser comido por predadores. Tem um estômago elástico que lhe permite ingerir rapidamente água e ar, o que aumenta o seu tamanho várias vezes, o que faz com que os predadores não o consiga comer.
Existem cerca de 120 espécies deste peixe, que pode ser encontrado em águas tropicais, este peixe pode chegar a medir até aos 60 cm.
A sua alimentação consiste de algas, pequenos invertebrados, moluscos e marisco.
Um estudo feito nos EUA veio a revelar que o peixe-balão macho reproduz um som com a boca fechada, parecido com o zumbir das abelhas, para atrair a fêmea.



Raposa



As raposas são animais mamíferos carnívoros da família dos canídeos, sendo a maioria pertencente ao género Vulpes (alimentação baseada basicamente de carne de outros animais).
Às vezes, e se a oportunidade surgir, torna-se necrófago. Os ovos também fazem as delícias das raposas, que procuram ninhos de aves silvestres no solo para comê-los.
Comem fundamentalmente pequenos roedores, coelhos e aves, como a perdiz. Nas zonas onde existe criação de capoeira, podem muitas vezes entrar dentro das mesmas para aí caçarem as suas presas, criando dificuldades de vizinhança com os humanos por esse motivo, e como tem hábitos nocturnos, é difícil de as apanhar.
São animais muito resistentes e com grande capacidade de adaptação. Como não são territorialistas, podem percorrer e adaptar-se a novos territórios, desde que estes tenham comida em abundância. O facto de ser um predador muito astuto, torna também fácil a sua adaptação a qualquer tipo de floresta.
Podem atingir cerca de 1 m de comprimento e pesar até 10 kg.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tarântula


A tarântula ou caranguejeira é uma aranha da família Theraphosidae com características muito próprias como patas longas com duas garras na ponta, e corpo revestido de pelos. Habitam as regiões temperadas e tropicais das Américas, África, Ásia e Médio Oriente.
Ainda na fase de crescimento, ocorre a de troca de pele chamada ecdise. Apesar do tamanho e aspecto sinistro, não são perigosas para a espécie humana, uma vez que não produzem toxinas nocivas aos humanos, por isso são eventualmente criadas como animais de estimação. Uma das suas defesas são os pêlos urticantes das costas e abdômen, que irritam a pele do possível predador.
Em média atingem de 15 cm a 25 cm de comprimento com as pernas estendidas, mas existem espécies que podem chegar até 30 cm, como é o caso da tarântula-gigante-comedora-de-pássaros (Theraphosa blondi) da América do Sul!
Apresentam um ciclo de vida longo, levando cerca de 2 a 5 anos para atingir a maturidade sexual. Os machos morrem normalmente após o acasalamento, alcançando 5 a 7 anos de vida. Antes de se tornarem adultas, as tarântulas têm de comer diariamente, excepto no período de sua troca de pele, quando há um jejum de dez dias antes e de sete dias depois. Quando já são adultas conseguem passar longos períodos sem comer. Foram registados casos de longevidade de fêmeas em cativeiro com até 25 anos!
São animais solitários e noctívagos. Alimentam-se de pequenos animais, que nas espécies maiores podem incluir pequenos pássaros, roedores ou anfíbios! Todas as espécies de tarântulas são canibais.
A maioria delas não se afasta de sua toca, nem mesmo para se alimentar, pois sentem a presença das presas pela vibração do solo. Normalmente é o macho que faz as viagens mais longas para encontrar as fêmeas.
As tocas são normalmente subterrâneas, geralmente aproveitadas de outras aranhas ou roedores. São forradas com sua teia formando uma seda, o que arrefece o esconderijo.
Existem espécies de tarântulas que também são arbóreas — não necessitam ir ao solo durante toda sua vida, e fazem tocas em buracos nas árvores.
A maioria das espécies de aranhas não faz ecdise depois do estágio adulto, mas as tarântulas fêmeas fazem-o ao longo de toda vida. Dessa forma, elas conseguem regenerar membros perdidos ou danificados.
O acasalamento das tarântulas é como o da maioria das aranhas. Uma diferença é que o macho tem ganchos para prender as presas das fêmeas no acto sexual. Normalmente o macho foge logo após o acto, antes que a fêmea recubra seu apetite, e morre poucos meses depois, devido a seu curto ciclo de vida. As fêmeas depositam entre 50 a 200 ovos num saco de seda que incubam em cerca de 6 semanas. Os ovos são bem grandes, e o saco pode chegar a ficar do tamanho de um limão. Os filhotes nascem já com um bom tamanho. Após o nascimento as pequenas tarântulas não recebem cuidados parentais, ficam pouco tempo na toca epouco de pois saem para explorar o novo mundo.

sábado, 6 de novembro de 2010

A avestruz


A avestruz é uma ave não voadora, originária da África, com o nome científico “Struthio Camelus” e são consideradas a maior espécie viva de Aves.
Possuem dimorfismo sexual que só é visível a partir de um ano e meio de idade (ou seja distingue-se o macho da fêmea): o macho tem plumagem preta e as pontas das asas são brancas, enquanto a fêmea é cinza.
Pesam normalmente entre 90 a 130 kg, embora tenha sido encontrados alguns machos com pesos de 155 kg. Na maturidade sexual (entre 2 e 4 anos de idade), avestruzes machos podem possuir de 1,8 m a 2,7 m de altura, enquanto as fêmeas alcançam de 1,7 m a 2 m. Durante o primeiro ano de vida crescem cerca de 25 cm por mês! A sua expectativa de vida é dos 50 aos 70 anos.
As penas são macias, servindo como isolante térmico e são bastante diferentes das penas rígidas de pássaros voadores. É a única ave que possui apenas 2 dedos em cada pata.
Comem ervas, folhagem de árvores, arbustos e pequenos vertebrados e invertebrados que consiga capturar.
Podem atingir uma velocidade impressionante, permitindo atingir 80 km/h com vento favorável!
Vivem em grupos de 5 a 50 aves que frequentemente viajam juntos com animais ruminantes, tais como zebras e antílopes. Percorrem longas distâncias à procura de sementes e outros produtos vegetais (que consequentemente faz com que sejam seminómadas); ocasionalmente também comem animais como gafanhotos. Como não possuem dentes, engolem pedrinhas que ajudam a esmagar os alimentos engolidos no papo. Podem ficar sem água por muito tempo, vivendo exclusivamente da humidade das plantas consumidas.
Gostam de água e tomam banhos frequentemente.
São muito resistentes contra as doenças, e têm uma óptima capacidade de adaptação.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Lobo Ibérico

Aproveito desde já para informar que como a escola começou vou ter menos tempo para vir aqui.
O lobo-ibérico (Canis lupus signatus) é uma subespécie do lobo-cinzento que habita na Península Ibérica. A sua população actual deve rondar os 2000 indivíduos, dos quais cerca de 300 habitam a região norte de Portugal. A subespécie foi descrita pelo cientista espanhol Ángel Cabrera em 1907.
Um pouco menor e esguio que as outras subespécies do lobo-cinzento, os lobos-ibéricos machos medem entre 130 a 180 cm de comprimento, enquanto as fêmeas medem de 130 a 160 cm. A altura pode chegar aos 70 cm. Os machos adultos pesam geralmente entre 30 a 40 kg e as fêmeas entre 20 a 35 kg.
A cabeça é grande, com orelhas triangulares relativamente pequenas e olhos oblíquos de cor amarelada. O focinho tem uma área clara, de cor branco-sujo, ao redor da boca. A pelagem vai do castanho amarelado ao acinzentado mesclado ao negro, particularmente sobre o dorso.
A época do acasalamento é no final do inverno e princípio da primavera (Fevereiro a Março). Após um período de gestação de 2 meses nascem entre 3 e 8 crias (lobachos), cegas e indefesas. As crias são alimentadas com comida trazida pelo resto da alcateia.
Por volta de Outubro as crias abandonam a área de criação e passam a acompanhar a alcateia nas suas deslocações. Os jovens lobos alcançam a maturidade sexual aos 2 anos de idade. Aos 10 anos já são considerados velhos, mas em cativeiro chegam a viver 17 anos!
Sua alimentação é muito diferenciada, dependendo da existência ou não de presas selvagens e de vários tipos de pastoreio em cada região. A vida em alcateia permite ao lobo caçar animais bastante maiores que ele próprio.
As suas principais presas são o javali, o corço e o veado, e as presas domésticas mais comuns são a ovelha, a cabra, a galinha, o cavalo e a vaca. Ocasionalmente também mata e come cães e aproveita cadáveres que encontra, isto é, sempre que pode é necrófago.
O lobo-ibérico vive em alcateia de forte organização hierárquica. O número de animais numa alcateia varia entre os 3 a 10 indivíduos e está composta por um casal reprodutor (casal alfa), um ou mais indivíduos adultos ou sub-adultos e as crias do ano. A alcateia caça e defende o território em grupo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Serra do Açor- Fauna



Afinal consegui "apanhar" internet por isso fiz um poste sobre a principal fauna do meu local de férias (Serra do Açor), espero que gostem.

Gineta

A Gineta ou Gineta-europeia (Genetta genetta) é uma das espécies que podem ser encontradas actualmente na Europa, está presente em Espanha, Portugal, França e parece querer alargar o “território” para norte e leste no continente. É também encontrada no Médio Oriente e em todo o continente africano, com excepção das zonas desérticas.

Muitos acham que a sua presença na Europa seja recente e que tenha sido introduzida pelo homem de forma provavelmente involuntária, como animal de estimação que se veio num barco que tenha cruzado o Estreito de Gibraltar. Alguns “autores” apontam que a palavra «gineta» poderia proceder da palavra de origem árabe jinete (zenete), pois os muçulmanos que combatiam a cavalo durante a Reconquista adornavam a sua sela com peles deste animal! Supõe-se que os romanos tinham ginetas como animais de estimação, antes de os gatos domésticos serem importados do Egipto.

Pelo seu aspecto exterior, a gineta assemelha-se a um gato grande de pelo amarelado salpicado de manchas negras no corpo e faixas transversais na cauda, que tem o pelo mais longo. O corpo pode chegar aos 55-60 centímetros, comprimento. A altura na cernelha é de 20 centímetros, e o peso oscila entre 1,2 e 2,5 kilogramas.

São predadores nocturnos que vivem e caçam de forma solitária, ainda que tolerem a presença de outros indivíduos da mesma espécie na suas área. Por vezes, as fêmeas colaboram na caça com as suas crias ou com algum macho. Alimentam-se de insectos, mamíferos pequenos, lagartos e aves; às vezes ingerem também frutos, em especial figos. As fêmeas têm 2 ou 3 crias por ninhada numa concavidade de uma árvore, e atingem a maioridade com um ano de idade. Em liberdade vivem cerca de 10 anos, mas em cativeiro chegam aos 20. Não existem autênticos predadores, ainda que por vezes possam ser caçadas por algumas aves de rapina. No norte de África são frequentemente domesticadas nas zonas rurais, onde, tal como os gatos, livram as casas de pequenos animais.

Vivem tanto em bosques como em campo aberto, e trepam bastante bem. Adaptam-se com facilidade a todos os tipos de meios graças à sua reduzida especialização. As povoações europeias parecem estar a desenvolver uma cada vez maior resistência ao frio.


Javali


O javali (do árabe djabali, significado-porco montanhês) ou javardo (Sus scrofa), é da da família Suidae de médio porte e corpo robusto. É a mais conhecida e a principal das espécies de porcos selvagens.

Tem uma grande distribuição geográfica, sendo nativo da Europa, Ásia e Norte da África. Em tempos recentes foi introduzido nas Américas e na Oceânia.

É o antepassado a partir do qual evoluiu o actual porco doméstico.
São animais de grandes dimensões, os machos pesam entre 130 e 250 kg e as fêmeas entre 80 e 130 kg. Medem entre 125 e 180 cm de comprimento e podem alcançar uma altura de 100 cm. Os machos são consideravelmente maiores que as fêmeas, além de terem dentem caninos maiores. Na Europa, os animais do norte tendem a ser mais pesados que os do sul!

Os javalis preferem viver em bosques com bastante vegetação onde possam esconder-se. Também frequentam à noite áreas abertas, assim como áreas cultivadas.

O javali passa grande parte do dia “fossando” a terra em busca de comida. É um animal omnívoro, que prefere comer matéria vegetal; como raízes, frutos, bolotas, castanhas e sementes. Também invadem terras cultivadas, especialmente campos de batata e milho.
Os javalis também incluem animais em sua dieta, como caracóis, minhocas, insectos, ovos de aves e até pequenos mamíferos, mas por vezes também consomem animais mortos.

O javali é de comportamento sociável, mas não é territorialista, ou seja, não marca territórios. Reúne-se em grupos matriarcais, normalmente com três a cinco animais, formados pelas fêmeas e suas crias, embora possam ser encontrados grupos superiores a vinte indivíduos. A javalina (ou gironda - a fêmea do javali, quando já madura) dominante é a de maior idade e tamanho e sempre fica um pouco mais afastada do grupo como uma Guarda, que normalmente dá sua vida para que o restante fuja. Os jovens machos de um ano, chamados barrascos, vivem na periferia do grupo.

Exceptuando-se o período de cio, os machos em idade reprodutora (barrões, varrões) são bem mais solitários, mas podem ser vistos acompanhados por um ou mais machos jovens, conhecidos por escudeiros.

O javali, durante o dia, é normalmente sedentário e descansa em tocas (malhadas), onde faz seu encame (a "cama" do javali chama-se mancha). Durante as noites é bastante activo, chegando a percorrer distâncias consideráveis, que podem variar de 2 a 14 km por noite, normalmente ao passo cruzado ou ao trote ligeiro, enquanto nas corridas pode praticar um rápido galope que, no entanto, pode manter por curto período.

Os banhos na lama têm várias funções para os javalis. Uma função é regular a temperatura corporal, uma vez que os javalis não suam por terem glândulas sudoríparas atrofiadas. De igual modo se considera que os banhos de lama têm importante papel nas relações sociais da espécie.

Nota: O grunhido do javali chama-se arruar.





Açor


O açor (Accipiter gentilis), do latim acceptore, significando que voa rapidamente, é uma ave de rapina da família Accipitridae. Habita um pouco por toda a Europa, desde a costa ocidental até à Turquia, aparecendo ainda com alguma frequência no norte de África, em Marrocos.
É a ave que aparece na bandeira dos Açores. O arquipélago dos Açores deve o seu nome ao açor, porque quando os descobridores do arquipélago lá chegaram pensaram ver açores. Mais tarde, concluiriam que as aves eram, afinal, milhafres.

É uma ave de rapina diurna, parecida com o falcão, com um comprimento de aproximadamente 50 cm e a sua envergadura atinge os 115 cm., cor preta e ventre branco com manchas pretas; asas e bico pretos, cauda cinzenta, manchada de branco e pernas amareladas.

A espécie americana, A. atricapillus, mede cerca de 60 cm de comprimento. Estas intrépidas aves, notáveis pelos seus habilidosos voos com que seguem todos os movimentos das suas presas, constituem, juntamente com o gavião, os mais implacáveis inimigos dos passarinhos (pombos, rolas ou estorninhos que apanha no ar, em pleno voo!)

Os ninhos desta espécie são feitos em cima de árvores altas, que permitam uma certa segurança, normalmente a fêmea põe entre 2 e 4 ovos.



Lagarto da água

Lagarto de tamanho médio e de aspecto robusto, que pode atingir 125 mm de comprimento cabeça-corpo. Possui uma longa cauda que pode medir até duas vezes o tamanho do corpo. As escamas dorsais têm aspecto arredondado a oval. Apresenta tons esverdeados e amarelados com um ponteado negro um pouco denso e uniforme, a tons acastanhados com grandes manchas escuras. O ventre é amarelado, podendo apresentar na zona da garganta tonalidades azuis durante a época de reprodução, e esbranquiçadas no resto do ano.

Aparecem em zonas relativamente húmidas, encontrando-se associado a habitats próximos de cursos de água com uma densa zona de vegetal denso. Habita preferencialmente os vales agrícolas, típicos das áreas montanhosas do norte do país.

A actividade reprodutora decorre entre a Primavera e meados do Verão. Os acasalamentos podem observar-se desde Abril até Julho e as posturas são efectuadas em locais expostos e desprovidos de vegetação, geralmente entre Maio e Julho. O tamanho da postura varia entre 6-17 ovos, estando, em geral, dependente do comprimento das fêmeas. A eclosão ocorre após cerca de 2-3 meses de incubação. A maturidade sexual é atingida com um comprimento cabeça-corpo de 86-90 mm e com idades compreendidas entre os 3-4 anos de idade.
O lagarto de água mais velho que foi encontrado até hoje tinha 8 anos.

A sua alimentação é baseada em pequenos invertebrados, em especial moscas, mosquitos, gafanhotos e escaravelhos. Por vezes pode incluir também frutos silvestres.

domingo, 15 de agosto de 2010

Férias

Hoje dia 15 vou de férias e não vou conseguir meter nada no blog durante 3 a 4 semanas,

Boas férias se for esse o caso

Gnu


O gnu também conhecido como boi cavalo, habita uma grande região que vai da zona central do continente africano até ao extremo sul do mesmo.

É um dos animais melhores sucedidos da savana africana. Existem às centenas de milhar, espalhados por vários países, e nem as guerras, que durante dezenas de anos martirizaram esta zona, conseguiram pôr em risco a sua sobrevivência.
Os gnus são herbívoros e vivem em grades manadas, que pastam livremente pela savana. São uma das presas mais apetecíveis para leões, hienas e cães selvagens africanos, mas são também um dos adversários mais temidos por estes predadores. Um coice ou uma cornada podem ser fatais para o predador, é por isso que os leões os respeitam tanto.
Na maioria das vezes os predadores observam uma manada de gnus e escolher os que são mais vulneráveis , para não correrem riscos. Normalmente, escolhem os animais mais velhos, pelas crias, ou por aqueles que estão feridos.
Todos os anos os gnus sentem o apelo da grande viagem pelo Serengueti. Quando chega a altura desse empreendimento, juntam-se às centenas de milhar e, juntamente com as zebras, partem para a grande caminhada mais para norte em busca de água e pastos mais verdes, onde podem comer em quantidade e melhor alimentar as suas crias.
Pelo caminho ficam muitos, alguns, vítimas dos predadores terrestres, outros, vítimas da longa viagem. Ao passar os rios, os crocodilos, avisados pelo troar de milhares de animais em aproximação, estão em alerta, e se os gnus sentem o perigo e evitam saltar para a água, a pressão exercida sobre os animais da frente pelos que estão atrás é enorme e, sem alternativa, têm de avançar. Aí começa o grande banquete anual dos crocodilos, e logo aí morrem centenas de gnus.

Apesar de todas estas baixas, os gnus conseguem manter as suas populações estáveis, dado o sucesso reprodutivo da espécie.
A fêmea gnu tem uma gestação de aproximadamente 260 dias, da qual nasce, por norma, uma única cria. Só muito raramente acontecem partos múltiplos.

Um gnu pode medir 2,50 m, ter 1,50 m de altura e pesar mais de 250 kg. A sua esperança de vida ronda os 20 anos.

domingo, 25 de julho de 2010

Castor


Castor é uma espécie de roedores semi-aquáticos, da família Castoridae, nativo da América do Norte e da Europa, sendo o único existente dessa família. Existiu também o castor-de-kellogg (C. californicus), que já está extinto. Habitam exclusivamente no Hemisfério Norte, excepto alguns castores americanos, que chegaram à região sul-americana introduzidos artificialmente. Não contando com estas excepções ocastor canadensis habita unicamente a América do Norte, e o Castor fiber em regiões da Europa e da Ásia. O extinto Castor californicus estendia-se pelo que hoje em dia é, o oeste dos Estados Unidos.
As espécies vivas são muito similares entre si, mas investigações genéticas demonstraram que as populações europeias e norte-americanas são dois tipos espécies, sendo a principal distinção entre elas o diferente número de cromossomas.
São conhecidos pela sua habilidade natural para construir diques em rios e riachos que são as suas casas (chamadas tocas) criando assim represas que bloqueiam a corrente de água. Para a construção destas estruturas utilizam principalmente troncos de árvores, que derrubam com seus poderosos dentes incisivos! Apesar da grande quantidade de árvores que devastam, os castores não costumam prejudicar o ecossistema em que vivem: pelo contrário, mantêm-no saudável, pois seus diques trazem-nos uma grande quantidade de benefícios; entre outras coisas, estas barreiras ajudam na criação de zonas húmidas, ajudam a controlar inundações e eliminam contaminantes da corrente. Porém, em ecossistemas estranhos para eles, estas modificações ao ambiente podem ser prejudiciais, como aconteceu, por exemplo, com os castores introduzidos na Terra do Fogo e nas comunidades espanholas de Navarra e La Rioja.
Os castores são essencialmente aquáticos em suas actividades, e nunca viajam por terra a não ser que seja necessário. São animais sociáveis, e muitas vezes chegam a formar grupos ou colónias de até doze castores, compostas por um casal e seus filhotes. As famílias pequenas podem viver numa toca sozinha, mas as maiores podem precisar de refúgios adicionais. Quanto maior o isolamento do lugar onde vivem e a abundância de alimentos, maior será a população de castores.
Vivem em correntes para conseguirem água com profundidade suficiente, constroem diques com lodo e com os troncos e ramos das árvores. Geralmente escolhem correntes cuja profundidade tenha mais de um metro para iniciar seus trabalhos. No estanque criado constroem as suas tocas. Durante a construção, o lodo ou barro é colocado com as patas dianteiras e não, como se costuma crer, com a cauda, a qual é empregada unicamente como remo quando nadam e para se manter em pé quando se apoiam em suas patas traseiras. Para a construção dos diques, que quase sempre os fazem pela noite, os castores transportam o lodo e as pedras com suas extremidades dianteiras e a madeira entre seus dentes. Ao nadar, impulsionam-se com suas extremidades posteriores, que sempre permanecem submergidas, deixando fora da água unicamente sua cabeça, para poder respirar e ver. Apesar de serem bem mais hábeis nadando, quando se deslocam por terra, não costumam atingir grandes velocidades; geralmente não superam os 10 km/h. Durante a primavera e o verão encarregam-se de reunir as reservas de madeira que lhes servirão para se alimentar durante sua hibernação. Continuam à procura de alimentos até o final do Outono.
Têm uma dieta estritamente herbívora.
São monógamos ainda que se sua parceira morre, podem conseguir outra—A sua monogamia deve-se principalmente porque, para o correcto cuidado das crias, é necessário que ambos os pais colaborem, já que um só não seria capaz das cuidar. Portanto, devem permanecer unidos o tempo todo para que a reprodução tenha sucesso.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Lontra


A lontra é um animal mamífero da sub-família Lutrinae, que pertence à ordem carnívora e à família dos mustelídeos. Este animal pode ser encontrado por toda Europa, Ásia, África, a parte sul da América do Norte e ao longo de toda a América do Sul, incluindo o Brasil e a Argentina. O seu habitat é no litoral ou próximo aos rios onde procura alimentos como peixes, crustáceos, répteis e menos frequentemente aves e pequenos mamíferos.
Tem habitualmente hábitos nocturnos, dormindo de dia na margem do rio e acordando de noite para buscar alimento. Os grupos sociais são formados pelas fêmeas e os seus filhos, embora os machos não vivem em grupos, só se juntando a uma fêmea na época de acasalamento. O período de gestação da lontra é de cerca de 2 meses e no fim podem nascer 1 a 5 filhotes. Ao fim de dez semanas abandonam o ninho, e “desligam-se” completamente da família na Primavera seguinte.
A lontra adulta mede de 55 a 120 centímetros de comprimento (incluindo a cauda) e pode pesar até 35 quilos. Embora sua carne não seja comercializada em larga escala, faz parte da lista de animais ameaçados de extinção principalmente pelo alto valor da sua pele.
O pêlo é de cor castanho-escuro em quase todo o corpo, à excepção da região do ventre, que é mais clara. Possui por vezes uma mancha clara (creme ou mesmo branca), por debaixo do queixo e que se pode estender até à garganta. Possui uma pelagem com duas camadas, uma externa e impermeável e outra interna usada para o isolamento térmico. O corpo é hidrodinâmico, preparado para nadar em alta velocidade.
Embora seja um animal carnívoro e normalmente selvagem, a lontra é dócil e gosta de brincar com as pessoas, e muitas vezes é possível domesticá-la.
É capaz de assobiar, chiar e guinchar! Pode ficar submersa durante 6 minutos e ao nadar pode alcançar a velocidade de 12 km/h.
Tem olhos pequenos e vivos rodeados por duas pequenas orelhas, tem pêlos longos no focinho que são sensoriais - as vibrissas. A cauda é longa, espessa sendo achatada na base e a afunilar suavemente até à ponta, é o principal órgão propulsor quando se movimenta dentro de água, servindo também de leme. As patas são curtas, com cinco dedos unidos por uma membrana interdigital, o que faz com que tenha uma natação rápida.
Vive aproximadamente 20 anos.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Louva-a-deus


O louva-a-deus ou cavalinho-de-deus é um insecto da ordem Mantodea. Há cerca de 2400 espécies de louva-a-deus, a maioria deles em ambientes tropicais e subtropicais. Este curioso nome popular vem do facto de que, quando está pousado, as patas do insecto ficam numa posição parecendo que está a rezar.
O louva-a-deus são insectos um pouco grandes comparados com outros, de cabeça triangular, tórax estreito com abdómen bem desenvolvido. São predadores agressivos que caçam principalmente moscas e ofídios. A caça é feita em geral de emboscada, facilitada pelas capacidades de camuflagem do louva-a-deus. Como não possuem veneno, contam com as suas pernas anteriores que são modificadas como garras, para segurar a presa enquanto é consumida. A sua voracidade leva a que sejam considerados muito bem-vindos pelos amantes da jardinagem e agricultura biológica, uma vez que, na ausência de pesticidas, são um factor importante no controlo de pragas de jardim.
O seu voo é algo impressionante, comparável com o voo de um caça de combate. Também tem a capacidade de desviar de ataques de morcegos em pleno voo executando mergulhos.
É um animal muito venerado na China, tendo inclusive estilos de Kung Fu baseados nos seus movimentos.
O ritual de acasalamento decorre por volta do Outono, é uma época de perigo para os machos da espécie, uma vez que a fêmea muitas vezes acaba por os matar e comer durante ou depois do acto. Depois do facto consumado, a fêmea põe entre 10 e 400 ovos numa cápsula endurecida que deposita no chão, superfície plana, ou enrolada numa folha. Em algumas espécies, a fêmea permanece perto da cápsula e a protege contra os predadores, em particular algumas espécies de vespa. Após a eclosão, o louva-a-deus nasce como ninfa, que é em tudo igual ao adulto excepto no tamanho menor e na ausência de asas e de órgãos reprodutores maduros.

domingo, 13 de junho de 2010

Coruja e Mocho



Mocho:




O mocho é uma das mais de 200 espécies de aves de rapina nocturna solitária da ordem dos Strigiformes. Normalmente caçam pequenos mamíferos, insectos e outras aves, ainda que algumas espécies sejam “especialistas” na caça de peixe. Existem em todos os continentes, excepto na Antárctica e a maior parte de Grenlandia, e ainda em algumas ilhas.
Têm visão binocular, os seus olhos estão fixos no seu lugar e têm que girar toda a sua cabeça para ver em outra direcção.
Muitas espécies têm plumas suaves que lhes permitem voar sem fazer ruído, e desta forma ouvir os ruídos ou os zumbidos que se produzem no chão.
Os ovos são brancos e quase esféricos.
Os ninhos são construídos rudimentarmente e podem estar situados em árvores, em tubos, em alpendres e arbustos.



Coruja:

O termo coruja é o nome comum dado às aves estrigiformes, das famílias dos titonídeos e estrigídeos. Estas aves possuem hábitos nocturnos e voo silencioso devido à estrutura das penas. Alimentam-se de pequenos mamíferos (principalmente de roedores), insectos e aranhas. Engolem as refeições por inteiro, para depois vomitarem pelotas com pêlos e fragmentos de ossos. Moram em ninhos que ficam em cima de árvores. Na região do Amazonas, algumas espécies também são chamadas de murutucu.
A superstição popular diz que adivinham a morte com o seu piar e esvoaçar. Julgava-se também que essas aves gostavam de azeite por visitarem as igrejas durante a noite, onde existiam lamparinas de azeite acesas. Na realidade elas procuravam os insectos atraídos pela luz das lamparinas. Os filhotes de corujas podem ser vítimas de outros predadores como o gavião. A coruja é considerada o símbolo da inteligência. Conseguem girar o pescoço 180 graus.
Têm a mesma aparência: cabeça e olhos grandes, bico curvo,
plumagem macia que às vezes chega até os dedos dos pés, rabo curto, garras afiadas e as fêmeas são um pouco maiores que os machos. De olhar profundo e penetrante, as corujas parecem ameaçadoras e, embora inofensivas, são cercadas por lendas e superstições. Alguns acreditam que elas trazem sorte, mas geralmente estão associadas com mau agouro. Brancas, acinzentadas ou avermelhadas, as corujas não têm dimorfismo sexual das cores, ou seja, na mesma espécie tanto machos quanto fêmeas podem ter a mesma cor. O tamanho varia entre 12 e 70 centímetros, e a envergadura das asas pode chegar a quase 2 metros. Caçadoras por excelência, essas valem-se, principalmente, da visão, da audição e da plumagem, três verdadeiros prodígios da evolução. Por serem enormes, os olhos destacam-se e, ao contrário dos olhos humanos, vêm perfeitamente na noite escura, porque têm grande capacidade de dilatar a pupila, captando a maior quantidade de luz possível.
Muitos fotógrafos aproveitam-se disso e usam uma lanterna potente para localizar essas aves, que, sob o facho de luz, ficam com os olhos vermelhos e brilhantes.

sábado, 29 de maio de 2010

Dragão-de-komodo


Dragão-de-komodo ou crocodilo-da-terra (Varanus komodoensis) é uma espécie de lagarto que vive nas ilhas de Komodo, Rinca, Gili Motang e Flores, na Indonésia. Pertence à família de lagartos-monitores Varanidae, e é a maior espécie de lagarto conhecida. Pode atingir 3,50 m de comprimento e 125 kg de peso. O seu tamanho invulgar é atribuído a gigantismo insular, uma vez que não há outros animais carnívoros para preencher o nicho ecológico nas ilhas onde ele vive, e também ao seu baixo metabolismo. Como resultado deste gigantismo, estes lagartos, juntamente com as bactérias simbiontes, dominam o ecossistema onde vivem. Apesar dos dragões-de-komodo comerem principalmente carniça, eles também caçam e fazem emboscadas a presas incluindo invertebrados, aves e mamíferos.
A época de reprodução começa entre Maio e Agosto, e os ovos são postos em Setembro. Cerca de vinte ovos são depositados em ninhos de Megapodiidae abandonados e ficam a incubar durante sete a oito meses, para nascerem em Abril, quando há abundância de insectos. Quando pequenos são vulneráveis e, por isso, abrigam-se em árvores, protegidos de predadores e de adultos canibais. Demoram cerca de três a cinco anos até chegarem à idade de reprodução, e podem viver até aos cinquenta anos. São capazes de se reproduzir por partenogénese, no qual ovos viáveis são postos sem serem fertilizados por machos.
Foram descobertos por cientistas ocidentais em 1910. O seu grande tamanho e reputação feroz fazem deles uma exibição popular em zoológicos. Na natureza, a sua área de distribuição contraiu devida a actividades humanas e estão listadas como espécie vulnerável pela UICN. Estão protegidos pela lei da Indonésia, e um parque nacional, o Parque Nacional de Komodo, foi fundado para ajudar os esforços de protecção.
O dragão-de-komodo é conhecido, pelos habitantes da ilha de Komodo, como ora, buaya darat (crocodilo da terra) ou biawak raksasa (monitor gigante).
São ovíparos, colocando de quinze a trinta e cinco ovos por fêmea, na areia, ao final da estação das chuvas. Os ovos abrem-se depois de seis a oito semanas. Ao nascer, os pequenos dragões têm de 20 a 25 cm de comprimento.
Usa a língua para detectar estímulos de sabor e cheiro, prefere lugares quentes e secos e tipicamente vive em zonas de pasto abertos, savana e floresta tropical em elevações baixas. Sendo um animal ectotérmico, está mais activo durante o dia, apesar de exibir alguma actividade nocturna. São maioritariamente solitários, juntando-se com outros apenas para acasalar e comer. São capazes de correr rapidamente em curtos disparos, até 20 km por hora, mergulhar até 4,5 m e trepar a árvores enquanto novos usando as suas garras.

domingo, 25 de abril de 2010

Burro


O asno (Equus asinus), chamado ainda de burro, jumento, ou jegue, é um mamífero perissodátilo de tamanho médio, focinho e orelhas compridas, utilizado desde tempos pré-históricos como animal de carga.
A sua origem está ligada a Abissínia, onde era conhecido como onagro ou burro selvagem. Há séculos que é feito o cruzamento entre burro e cavalo, de que resulta um híbrido denominado “muar” ou “mu”, com características de ambas as raças: robustez, capacidade de adaptação a caminhos acidentados e a meio ambiente adverso, docilidade; pernas mais longas e, portanto, maior velocidade, maior facilidade de treino.
O macho (ou mulo) é um animal do sexo masculino que resulta do cruzamento de um burro com uma égua, Equus caballus. O animal fêmea resultante do mesmo cruzamento é chamado mula. Entretanto, o cruzamento das mesmas espécies porém invertidos os sexos (portanto cavalo e jumenta), dá origem a um animal diferente, o bardoto. Estes híbridos são quase sempre estéreis devido ao fato do cavalo possuir 64 cromossomos, enquanto que o jumento possui 62, resultando em 63 cromossomos. São raros os casos em que uma mula tenha parido, com efeito, desde 1527, data em que os casos começaram a ser arquivados, apenas 60 casos foram registrados.
Resultantes de cruzamento com zebras podem encontrar-se outros híbridos, conhecidos como zebróides ou zebrasnos.
O burro é, desde tempos remotos, simultaneamente utilizado no meio rural para auxiliar nas tarefas agrícolas e para transporte.
O nome veio do latim burrus, que quer dizer vermelho. Acredita-se que foi daí que surgiu a crença de que burros são pouco inteligentes, pois, antigamente, os dicionários tinham capas vermelhas, dando a ideia de que os burros eram sedentos de saber. Outra história diz que numa moeda antiga tinha a imagem de um rei com uma cabeça enorme que não era esperto, que se associou com a cabeça resistente do burro. Porém, também pode ter surgido da lenda grega do rei Midas, que foi tolo ao ponto de contradizer a irrevogável palavra do deus Apolo, que foi castigado pelo deus, recebendo orelhas de burro.
O traço mais famoso dos burros é o de serem teimosos. Mas, apesar de teimosos, na maioria das vezes, os asnos são mal interpretados pelos donos. Os burros são incapazes de avançar se sentirem em perigo, mesmo que esse perigo seja infundado, não há nada que os demova. Na verdade, os burros são animais inteligentes.Os burros são geralmente animais solitários que não se agrupam em manadas em estado selvagem. Utilizam urros sonoros que podem viajar até 3 km de distância.Como armas de defesa, o asno utiliza o coice, a cabeçada e a mordida.
Os burros são animais com um porte variado, que pode ir desde os 90 até aos 160 cm, dependendo das raças.As orelhas do burro são talvez a sua característica mais popular. São maiores do que as dos cavalos, funcionando como sistema de arrefecimento do corpo, e permitem ouvir sons mais longínquos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Labrador Retriever


Labrador Retriever (Labrador ou em alguns países de lingua inglesa, Lab), é uma das mais conhecidas raças de cão. É conhecido pela sua amabilidade, inteligência e obediência. Devido a estas características, são frequentemente treinados para cães de caça, de assistência, como cães-guia ou de serviço. Esta raça é uma das mais populares em todo o mundo, em especial nos Estados Unidos e Europa.
Óptimo cão de companhia, mas atenção, pois este cão adora estar na presença de humanos e odeia estar sozinho. Não é, de todo, adequado para alguém que esteja fora de casa por longas horas durante o dia.
Os Labradores são cães com bastante energia enquanto filhotes. Isso significa que eles são como crianças, e se são deixados sozinhos com objetos perigosos por perto, irão fazer a sua "arte". Quando adultos, diminuem a actividade física espontânea, mas não perdem o espírito brincalhão e amigo, estando sempre dispostos a mais um passeio com o dono ou mais uma corrida com as crianças.
São muito fáceis de educar, por isso é que muitos deles são vencedores de muitos concursos.
Adoram brincar e gostam muito de água, as crianças são a sua paixão protegendo-as lealmente até ao fim!
Labradores são cães de médio para grande porte. Pelo padrão, as fêmeas devem medir entre 54 e 56cm na cernelha e os machos entre 56 e 57cm. A cernelha é o ponto mais alto do ombro, antes do pescoço. O tamanho é medido desse ponto até o chão. Labradores em boa forma (não gordos) pesam, em média, entre 37 e 42 quilos, dependendo do sexo e da sua genética.
A pelagem é dupla: tem pêlo (mais duro e comprido) e subpêlo (que se vê se abrirem a pelagem. Parece uma lãzinha curta, macia e de cor mais opaca). São encontrados em três cores: amarelos (variando do creme claro ao avermelhado da raposa), chocolates ou pretos. A cor tem que ser homogénea(igual), e uma pequena mancha branca é aceita somente no peito, preferindo-se os inteiros de uma cor. O nariz, contorno dos olhos e lábios dos chocolates são castanhos. Nos amarelos e pretos são pretos. Um nariz um pouco mais claro (não rosa, nem castanho… um preto desbotado) é aceito nos amarelos mais velhos ou durante frio intenso (nariz de inverno). Os olhos nas três cores devem ser castanhos, podendo ser um pouco mais claros (mas ainda castanhos) nos exemplares chocolates. O focinho deve ser médio e forte (largo). Os dentes fecham-se em tesoura (visto de frente, os dentes de cima ficam logo à frente dos debaixo, sem espaços).
O rabo é um outro ponto importantíssimo. Serve de leme nas mudanças de direção enquanto está a nadar. O rabo deve ser largo, relativamente curto (se puxado para baixo deve atingir, no máximo, o jarrete ("calcanhar") e reto. Rabos finos e curvados para cima não serviriam para a atividade original, e por isso, são penalizados nas pistas de exposição.
A primeira vista o Labrador parece insignificante, mas tornou-se mundialmente popular com as suas características únicas. Consegue manter a calma mesmo no maior dos caos, tem uma capacidade de adaptação única e é muito dedicado à família.
Devido ao seu temperamento equilibrado e a sua resistência começaram a ser usados como cães guia para cegos. Sempre disposto a aprender revelou-se também, para descobrir os afogados debaixo de água e arrasta para terra as pessoas em perigo de naufrágio que entram em pânico, após avalanches, terremotos ou outras catástrofes naturais, procuram os soterrados.
Quanto à saúde, Labradores não costumam ter maiores problemas.
Deve-se ter muito cuidado ao adquirir um filhote, ou ao pensar em acasalar o cão que está em sua casa. A displasia coxofemoral (displasia da anca) e a displasia de ombros são duas doenças geneticamente transmissíveis, sem cura e que podem não apresentar sintomas (ou seja, seu cão pode ter e você nem desconfiar).

Eu pessoalmente gosto muito deste animal tenho amigos que têm este cão e ele realmente é muito docil e brincalhão,é uma das minhas raças de cão preferida.

domingo, 21 de março de 2010

O crocodilo-de-água-salgada


O crocodilo-de-água-salgada ou crocodilo-poroso (Crocodylus porosus) é o maior réptil existente na actualidade e pode ser extremamente perigoso para o Homem. A sua distribuição estende-se pelos Oceanos Índico e Pacífico, desde a costa do Vietname às Ilhas Salomão e Filipinas, sendo mais comum no Norte da Austrália e Nova Guiné. Este crocodilo habita rios e estuários, mas, como o nome indica, pode também ser encontrado em zonas costeiras de mar aberto.
Apresentam um forte dimorfismo sexual. Os machos podem medir até 7 metros de comprimento e pesar até 1200 kg, enquanto as fêmeas raramente crescem além dos 2,5 metros! A cabeça é relativamente grande em relação ao corpo e tem duas cristas em torno dos olhos. Enquanto juvenis, são amarelados com riscas e/ou pintas escuras, tornando-se todos escuros em adultos. A barriga é a parte do corpo mais clara, de cor branca ou amarelada. As maxilas têm entre 64 a 68 dentes aguçados, são movidas por músculos muito fortes e podem esmagar com uma única dentada o crânio de um bovídeo adulto!
É um animal exclusivamente carnívoro. Enquanto jovem alimenta-se de anfíbios e pequenos peixes, passando os adultos para presas de maior porte como tartarugas, búfalos, macacos e outros animais que consegue apanhar. As presas são normalmente caçadas quando se deslocam para beber dos rios e são mortas com uma única dentada dada normalmente numa via de respiração do animal. Após a morte, o crocodilo normalmente consome a carcaça no fundo do rio. Reproduz-se durante a estação húmida, que decorre entre Março e Novembro, em zonas de água salgada. Nesta época, os machos ficam com um território que defendem de intrusos e procuram atrair as fêmeas com a emissão de sons. As posturas são feitas em ninhos construídos em terra com lama e ramos onde são enterrados 40 a 60 ovos que levam cerca de 90 dias a incubar. A determinação do sexo dos pequenos crocodilos é feita através da temperatura dos ovos durante os primeiros dias após a postura: os machos são produzidos se a temperatura estiver em torno dos 31 °C; se as condições forem mais variáveis, as crias serão fêmeas. A mãe fica junto do ninho durante todo o período, apesar de não ter parte activa na incubação, e desenterra os ovos assim que ouve o chamamento das crias. Ela então desloca os filhos do ninho para a água à medida que vão nascendo e toma conta deles apenas até começarem a nadar sozinhos. A maior parte das crias morre durante os primeiros meses como presa de outros animais, mas, à medida que vão crescendo de tamanho, a probabilidade de sobrevivência aumenta. Os machos adultos toleram a presença de juvenis nos seus territórios, às vezes até os caçam, mas assim que os jovens crocodilos crescem para além de um dado número são expulsos do rio. Os machos adolescentes então deslocam-se para zonas de água salgada e percorrem as costas até encontrarem um rio que possam marcar como seu território. A maturidade sexual é atingida entre os 10 a 12 anos para o sexo feminino e os 16 anos para o masculino.
O couro do crocodilo-de-água-salgada é considerado valioso e há quintas onde estes animais são criados para a sua extracção.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Límulo


O límulo (Limulus polyphemus) é um artrópode quelicerado, também conhecido como caranguejo-ferradura. Apesar do nome, esta espécie está mais próxima das aranhas e escorpiões que dos caranguejos (Crustácea) propriamente ditos. São representantes do mais antigo grupo animal, que ainda vive sobre a face da Terra, os Merostomata! Surgiu há cerca de 300 milhões de anos! Por esse motivo são fósseis vivos.
Os límulos são normalmente encontrados no Golfo do México e ao longo das costas do Atlântico Norte (Baía de Delaware), para onde comummente migram ano após ano. Durante toda a primavera esses animais sobem, aos milhares, até as praias para desovar, durante as marés-altas, nas noites de lua nova e cheia. As fêmeas desovam em média 20.000 ovos por cova que cavam na areia da praia! As larvas eclodem após duas semanas. Podem atingir os 50 cm. Alimentam-se de moluscos, vermes e outros invertebrados. Seu habitat é composto pelas águas marinhas costeiras rasas, sobre fundos arenosos areia e lodosos.

Um variante japonês (Tachypleus tridentatus) pode ser encontrado em alguns mares, mas é considerada uma espécie sob risco de extinção devido à perda do habitat. Há ainda várias fazendas peixeiras onde os Límulos são criados para ser posteriormente vendidos como comida. Estes animais podem atingir até 51 cm, alimentando-se apenas de moluscos e alguns invertebrados. Em cativeiro a sua dieta pode ser composta de nacos de carne, tais como pedaços de camarão e de lula (Foster and Smith, 2004). Sua boca encontra-se no centro que corresponde à área inferior do tórax. Um par de pinças que os ajuda a puxar a comida pode ser encontrado de cada lado da boca.

Límulos possuem a rara habilidade de regenerar os membros perdidos, de uma forma similar ao que fazem as estrelas-do-mar. Esse atributo foi recentemente provado por Sue Shaller, do Serviço Americano de Vida Selvagem.

Estes animais são extremamente valiosos como espécies para a comunidade de pesquisas médicas. Desde 1964 uma substância feita através do sangue dos Límulos, chamada LAL (Limulus Amebocyte Lysate, em inglês) vem sendo testada contra endotoxinas bacterianas e na cura de várias doenças causadas por bactérias. Os animais podem ser devolvidos à água após a extracção de uma certa quantidade do seu sangue, fazendo com que essa busca não se torne um risco à sobrevivência destes artrópodes. A vida de um único Límulo para extracção sanguínea periódica pode valer até 2.500 doláres! O sangue destas criaturas é azul, o que é um resultado da alta concentração de hemocianina cuprosa ao invés da hemoglobina ferrosa encontrada, por exemplo, nos humanos. O fato de os Límulos.terem evoluído tão pouco ao longo desses 300 ou 400 milhões de anos é uma das razões que faz deste um animal tão diferente dos demais.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Rena


A rena (palavra de origem Lapónia ou finlandesa,) ou caribu (na América do Norte) é um cervídeo de grande porte, com chifres, que vive em manadas e habita latitudes altas. São característicos das regiões árcticas do norte do Canadá, Alasca, Rússia, Escandinávia e 1Islândia. A origem da palavra "caribu" pode ser uma palavra em micmac, que significa "pata". O caribu é único entre os veados, pois machos e fêmeas possuem chifres.

Em 1952 a espécie foi reintroduzida com sucesso na Escócia, onde se extinguira no século X. Há oito subespécies de rena reconhecidas, que correspondem às populações de diferentes áreas.

Este animal apresenta dimorfismo sexual, sendo os machos com cerca de 300 kg bastantes maiores que as fêmeas. Ambos os sexos têm galhadas, que são mais elaboradas nos machos. As principais fontes de alimentação são bambus, folhas de sempre-vivas, ervas rasteiras e principalmente líquenes. Estes animais podem, também comer pequenos pássaros e ovos. Apresenta os dentes da frente apenas no maxilar inferior.

Em cada época, migra grandes distâncias para parir as crias. Também pode nadar. Possui pernas compridas, com cascos afiados e patas peludas que garantem a atracção sobre terrenos congelados. Normalmente, a rena é silenciosa, mas seus tendões produzem ruídos secos e agudos que podem ser ouvidos a grandes distâncias, quando viaja em grandes grupos, esses ruídos servem para avisar de perigo.

Os seus predadores são os lobos, seres humanos e, surpreendentemente, por águias-douradas (ou águias-reais); os corvos por vezes causam cegueira em renas recém-nascidas, perfurando-lhes e comendo os seus olhos, causando a sua morte prematura. Vários tipos de mosquitos e moscas, como a mosca preta parasítica Hypoderma bovis, podem molestá-las o suficiente para afectar a sua saúde e causar várias doenças.
A rena é bastante importante na economia das populações nativas do Ártico como os povos inuit e os habitantes da Lapónia. Estes povos domesticaram a rena como fonte de alimento e de peles e animal de tracção. Para além das manadas domésticas, as renas são também caçadas nalguns locais pelos mesmos motivos.
Se o habitat destes animais tem sofrido grandes reduções nos últimos séculos, sobretudo devido a explosão do número de habitantes humanos por todo o Hemisfério Norte, houve um minúsculo mas curioso aumento territorial em seu favor.

Ocorreu que algumas renas naturais da Noruega foram introduzidas na ilha de Geórgia do Sul, no Atlântico Sul, por volta do início do século vinte, quando pescadores noruegueses ali haviam conduzido suas operações baleeiras.

Ausência

Devido a problemas relacionados com o meu PC e com a internet, não foi possivel colocar nenhum post.
Aproveito para desejar a todos os que me acompanham um excelente 2010.
Deixo aqui ficar o convite para que continuem a vir ver os novos posts.
O primeiro post de 2010 era para ter saído na época do Natal, daí ser dedicado a um animal bem especial.

Pequeno Zoólogo

domingo, 29 de novembro de 2009

Okapi



O okapi (Okapia johnstoni) é uma das duas espécies remanescentes da família Giraffidae, sendo a outra a girafa. É nativo das florestas húmidas do nordeste da República Democrática do Congo, e era conhecido só pelos habitantes locais até 1901. Esta obscuridade levou a Sociedade de Criptozoologia a adoptá-lo como seu emblema.
Estes animais têm o corpo escuro, com riscas brancas bem visíveis nas patas. A forma do corpo é semelhante à da girafa, embora o pescoço seja muito mais curto. Ambas as espécies possuem línguas muito longas (aproximadamente 30 centímetros de comprimento), azuis e flexíveis, que usam para retirar folhas e rebentos das árvores maiores a que não conseguem chegar com o pescoço. A língua do okapi é tão longa que lhe permite lavar as pálpebras e limpar as orelhas com ela; juntamente com a girafa, são os únicos mamíferos que conseguem lamber as próprias orelhas. Os ocapis machos possuem pequenos chifres cobertos de pele.
Eles têm um comprimento de 2 a 2,5 metros, e uma altura de 1.5 a 2 metros nas espáduas. O seu peso varia entre 200 e 250 quilos.
Além de folhas e rebentos, comem relva, samambaias, frutas, e fungos.
São animais essencialmente diurnos e solitários, juntando-se apenas para acasalar. Dão à luz apenas uma cria de cada vez, que pesa cerca de 16 kg, após um período de gestação de 421 a 457 dias. As crias são amamentadas durante até dez meses, atingindo a maturidade entre os 4 e os 5 anos de idade.
Não estão classificados como espécie em perigo de extinção, mas são ameaçados pela destruição do seu habitat e pela caça furtiva. O trabalho de protecção no Congo inclui a continuação do estudo do comportamento do okapi, e levou à criação em 1992 da Reserva de fauna dos okapis. A Guerra Civil do Congo ameaçou tanto a vida selvagem como os trabalhadores da reserva.
Seu nome deriva do som que produz. O epíteto da espécie (johnstoni) é uma forma de reconhecimento do explorador britânico Sir Harry Johnston, que organizou a expedição à Floresta de Ituri que pela primeira vez capturou um okapi para fins científicos. Primeiramente foi classificado como uma espécie de equídeo selvagem, recebendo o nome de Equus johnstoni.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ligre e Tigon



Ligre
O Ligre, também conhecido pelo seu nome em inglês, liger (lê-se láiguer), é um híbrido entre um leão e uma tigresa. Daí vem o seu nome: ligre =leão + tigre (liger= lion + tiger).
Os machos deste animal são híbridos estéreis, pois o número de cromossomas do leão e do tigre são pares, mas diferentes. Assim o ligre tem um número ímpar de cromossomas graças ao processo da meiose que ocorre na formação dos gâmetas femininos e masculinos (óvulos e espermatozóides, respectivamente), podem se acasalar com outro animal com características parecidas, como o próprio tigre ou leão puros, mas seus filhotes podem ter a saúde delicada.
Apresenta aspecto de um gigantesco leão com raias de tigre difusas. É actualmente, o maior felino do mundo, possuindo entre 3,5 e 4 metros de comprimento! Com apenas três anos pode pesar meia tonelada.
Ligres têm a capacidade de nadar tal como os tigres, e podem correr a uma velocidade de aproximadamente 100 quilómetros/H.
Pensa-se que o seu tamanho enorme se deve à ausência de genes que condicionem a produção de inibidores do crescimento. Isso porque nos leões essa é uma herança materna, e nos tigres é paterna, portanto os ligres não recebem esses genes.
O cruzamento entre leões e tigres só ocorre por acção do homem. Além de os hábitos de ambas as espécies serem muito diferentes, elas geralmente não compartilham os mesmos territórios, de maneira que há poucas possibilidades de se encontrarem para formar este estranho cruzamento. Na actualidade esses animais só existem na natureza no bosque de Gir, na Índia. Antigamente porém, leões e tigres existiram na Mesopotâmia, Cáucaso, Pérsia, Afeganistão.


TigonPodem exibir características de ambos os pais: ter pintas da mãe (leões têm o gene das pintas – as crias leão são pintadas) e riscas do pai.
A juba do tigon é mais curta e discreta que a do leão e mais semelhante ao tufo do tigre. É um erro pensar que os tigons são menores que leões ou tigres. Não ultrapassam o tamanho dos seus progenitores porque herdam o gene que impede o crescimento da mãe leoa e do pai tigre mas não apresentam nenhum tipo de nanismo ou miniaturização; muito frequentemente pesam aproximadamente 180 kg.
A relativa raridade de Tigons é atribuída ao fato dos tigres machos acharem o comportamento de acasalamento da leoa demasiado subtil e escapam-lhes algumas pistas sobre o interesse dela em acasalar.
Na obra Wild Cats Of The World (1975), Guggisberg escreveu que tanto ligres como tigons eram estéreis; no entanto, em 1943, um híbrido de leão com tigre das “Ilhas” com 15 anos de idade foi cruzado com sucesso com um leão do Hellabrunn Zoo de Munique. A cria fêmea, ainda que de delicada saúde, sobreviveu até à idade adulta. Os tigons machos são estéreis, enquanto as fêmeas são férteis. No Alipore Zoo, na Índia, uma tigon fêmea chamada Rudhrani, nascida em 1971, foi cruzada com sucesso com um leão asiático chamado Debabrata. A rara segunda geração de híbridos foi designada li-tigon. Rudhrani gerou 7 li-tigons durante a sua vida. Alguns dos quais atingiram tamanhos verdadeiramente surpreendentes – um li-tigon chamado Cubanacan (morreu em 1991) pesava 363 kg, media de altura 1.32m até ao ombro e tinha 3.5 m de comprimento total.
Também há registo de ti-tigon, resultante de cruzamento entre uma tigon fêmea e um tigre macho. Ti-tigons são parecidos com o tigre dourado mas com menos contraste nas suas riscas. Uma fêmea tigon nascida em 1978, chamada Noelle, partilhou cativeiro na Reserva de Shambala com um Tigre Siberiano macho, chamado Anton, devido à crença do tratador de que a fêmea era estéril. Em 1983, Noelle teve um ti-tigon chamado Nathaniel. Como Nathaniel era ¾ tigre, tinha riscas mais escuras que a progenitora e vocalizava sons mais similares aos do tigre do que a mistura de sons emitidos pela mãe. Sendo apenas ¼ leão, Nathaniel não tinha juba. Nathaniel morreu com cancro aos 8 ou 9 anos. Noelle também ficou doente com cancro e morreu pouco depois.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Depois do H1N1 aqui está o Canguru


Canguru é o nome genérico dado a um mamífero marsupial pertencente a quatro espécies do género Macropus da família Macropodidae, que também inclui os wallabees. As características incluem patas traseiras muito desenvolvidas e a presença de uma bolsa (o marsúpio) presente apenas nas fêmeas na qual o filhote completa seu desenvolvimento. É o animal-símbolo da Austrália.
O seu habitat situa-se em planícies e a sua alimentação baseia-se em vegetais e frutas. O pêlo do canguru é, geralmente, espesso. Crescem durante toda a vida. A sua cauda mede de 0,70 cm a 1,40 m. A maior parte dos cangurus têm orelhas grandes e cabeça pequena. Quando jovem permanece com a mãe, subindo na sua bolsa para se alimentar e ficar seguro, até que tenha mais que um ano de idade. Vivem na Austrália continental, pesam cerca de 500 g a 90 kg, medindo cerca de 80 cm a 1,60 metros. A sua gravidez (gestação) demora de 30 a 40 dias, dando à luz apenas um filhote de cada vez., que nascem imaturos. O seu desenvolvimento é no interior de uma bolsa na barriga da sua mãe que se chama marsúpio. Ali, o filhote mama e protege-se.
Qualquer marsupial selvagem é cuidadoso com os humanos. No entanto, durante a seca, são obrigados a partir para áreas povoadas em busca de comida. Quando os humanos se aproximam, eles podem sentir-se ameaçados e defendem-se. Embora seja um animal simpático, um canguro bravo é capaz de matar um humano. Porém isso não se pode considerar um ataque, é meramente uma reacção instintiva de defesa, pois nós humanos somos seus maiores predadores.
Alguns dos maiores cangurus, como o canguru vermelho macho, Macropus rufus, podem medir 1,4 metro da cabeça aos pés. Nesta altura, eles podem derrotar um humano com facilidade. As fêmeas do canguru possuem a metade do tamanho dos machos, aproximadamente.
Os cangurus vermelhos preferem planícies abertas, enquanto as espécies cinzas preferem florestas densas. A principal diferença entre eles é a cor. Os cangurus das árvores possuem patas frontais mais fortes e resistentes que seus parentes. Eles podem ser encontrados nas florestas montanhosas do norte de Queensland. Os cangurus não costumam ficar mais de 15 km longe da água.
O número de cangurus é cuidadosamente monitorado na Austrália: existe um equilíbrio entre a necessidade de conservar estas espécies e as demandas dos proprietários de terras. Se houver escassez de comida, o gado poderia passar fome, pois os cangurus se movem com mais facilidade e podendo escolher o melhor alimento.
O canguru-vermelho é o maior marsupial do mundo. As fêmeas da espécie dão a luz apenas a um bebe por vez, que nasce tão pequeno quanto uma cereja ou um chiclete, assim que o filhote nasce, ele vai directo para a bolsa da mãe e não emerge, por volta de 2 meses e finalmente saem da bolsa quando completam mais ou menos 1 ano de idade.
Cangurus vermelhos pulam usando suas fortes pernas em uma grande velocidade. Um canguru vermelho pode alcançar 56Km/h. Cada salto pode cobrir até 8 metros de distância em uma altura de 1,8 metros, são criaturas realmente incríveis e fofas. As fêmeas dos cangurus vermelhos são mais leves e mais rápidas do que os machos.
Os machos da espécie lutam entre si para ter o direito de acasalar com uma fêmea em potencial, eles podem ficar em pé sobre seus rabos e chutar seu inimigo com suas pernas poderosas, também podem morder ou arranhar com suas garras afiadas, as quais eles também usam em lutas contra predadores como o dingo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Urso-Polar


O urso-polar (Ursus maritimus), conhecido como urso-branco, é um mamífero membro da família dos Ursídeos, típico e nativo da região do Ártico, actualmente um dos maiores carnívoros terrestres conhecidos. De todos os ursos, este é o que mais se alimenta de carne.
Fáceis de tratar, são um dos animais mais populares nos jardins zoológicos. O rei Ptolomeu II do Egito (285-246 a.C.) tinha um exemplar em seu zoológico, em Alexandria. O primeiro zoológico americano, inaugurado na Filadélfia em 1859 tinha um urso-polar como uma de suas atracções.
O urso-pardo e o urso-polar divergiram de um ancestral comum há cerca de 2 milhões de anos e o cruzamento entre as duas espécies gera descendentes férteis. A perda de dentes molares típicos do urso-pardo deu-se há 10 ou 20 mil anos.
A maioria dos cientistas não reconhece subespécies de urso-polar. O IUCN/SSC Polar Bear Specialist Group (PBSG) contabiliza 20 grupos populacionais, enquanto outros cientistas apontam seis grupos: Mar de Chukchi, Ilha de Wrangel Island e Alaska ocidental; Mar de Beaufort; Arquipélago Ártico Canadense; Groenlândia; Terra de Spitzbergen-Franz Josef; e Sibéria. Algumas fontes consideram haver duas subespécies: Ursus maritimus maritimus e Ursus maritimus marinus.
Os machos desta espécie têm cerca de 300 a 400 kg, mas podem atingir 700 kg e medem até 3,00 m. As fêmeas são em média bem menores, com 200 a 300 kg de massa e 2,10 m de comprimento. Ao nascer o filhote tem 0,6 a 0,7 kg. A camada de gordura subcutânea pode chegar a uma espessura de 15 cm.
Todo o seu corpo é adaptado para melhor desempenho na água e para o frio. Tanto as orelhas quantos os olhos são pequenos e arredondados. As patas dianteiras são largas para facilitar o nado e o mergulho e as patas posteriores têm 5 dedos. O crânio e o pescoço são alongados. Todas essas adaptações proporcionam-lhes um maior hidrodinâmismo que facilita a natação. A pele e o focinho são pretos. As solas dos pés têm papilas que auxiliam a caminhada sobre o gelo.
A pelagem dos ursos-polares é branca e cobre todo o corpo, inclusive a planta das patas, como isolamento do frio. É composta por uma densa camada de subpelo (cerca de 5 cm de comprimento) e uma camada de pêlos externos (15 cm). O fio individual é transparente e oco, mas não apresenta propriedades de fibra óptica, como afirma uma lenda urbana. No verão a pelagem torna-se amarelada, talvez devido à oxidação produzida pelo sol. Ao contrário dos demais mamíferos árcticos, os ursos-polares não sofrem processo de muda sazonal. Os pêlos nas solas das patas são duros e proporcionam excelente isolamento térmico e tracção sobre a neve. O isolamento térmico proporcionado pela pelagem geral é tão eficiente que torna o animal praticamente invisível a detectores infravermelhos. Acima de 10 °C, contudo, isto pode levar ao sobre-aquecimento do animal. Outra característica de sua pelagem é não reflectir a luz ultravioleta.
Alguns animais cativos, expostos a climas quentes e húmidos, desenvolvem uma cor verde graças a algas que crescem em seus pêlos ocos. Tais algas não são nocivas ao animal e são eliminadas com banhos de água oxigenada ou sal.
Os ursos-polares acasalam entre os meses de Março e Junho, com implantação diferida dos óvulos fecundados, de modo que o período de gestação torna-se muito longo, entre 200 a 265 dias, variando de acordo com as condições ambientais.
As crias nascem entre Novembro e Janeiro, no abrigo invernal construído pela fêmea, e não se separam da mãe até completarem dois anos de idade. Nascem cegas e pesando muito pouco em relação ao peso adulto, sendo um dos filhotes menos desenvolvidos dos mamíferos eutérios.
Os machos possuem um osso em seu pénis devido a necessidade de maior resistência, já que a relação sexual pode durar cerca de 24 horas.
As fêmeas têm quatro mamas funcionais ao passo que as outras ursas apresentam seis. Podem gerar até quatro filhotes por gestação, ainda que a média seja de duas crias.
As fêmeas estão aptas à reprodução uma vez a cada três anos, sendo um dos mamíferos com menor capacidade reprodutiva. É esperado que a ursa-polar tenha apenas cinco ninhadas em sua vida.
Atingem a maturidade sexual entre os 4 e 6 anos e em condições naturais, vivem em média de 15 a 18 anos. Alguns animais selvagens marcados tinham um pouco mais de 30 anos. Um espécime do zoo de Londres morreu aos 41 anos.
Alimenta-se também de aves, roedores, moluscos, caranguejos, morsas e belugas. Ocasionalmente caça bois-almiscarados e até mesmo, ainda que raro, outro urso-polar.

domingo, 18 de outubro de 2009

O golfinho


Os golfinhos ou delfins são animais mamíferos cetáceos pertencentes à família Delphinidae. São perfeitamente adaptados para viver num ambiente aquático, existem 37 espécies conhecidas de golfinhos, dentre os de água salgada e água doce. A espécie mais comum é a Delphinus delphis.
São nadadores privilegiados, às vezes, saltam até cinco metros acima da água, podem nadar a uma velocidade de até 40 km/h e mergulhar a grandes profundidades. A alimentação consiste basicamente de peixes e lulas. Podem viver de 25 a 30 anos e dão à luz a um filhote de cada vez. Vivem em grupos, são animais sociáveis, tanto entre eles, como com outros animais e humanos.
A sua excelente inteligência é estudada por cientistas.
Em cativeiro é possível treiná-los para executarem grande variedade de tarefas, algumas de grande complexidade. São extremamente brincalhões, pois nenhum animal, excepto o homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam directamente ligados às actividades biológicas básicas, como alimentação e reprodução. Possuem o extraordinário sentido de ecolocalização ou seja orientação por ecos, que utilizam para nadar por entre obstáculos ou para caçar suas presas. acústico que lhe permite obter informações sobre outros e o ambiente, conseguem produzir sons de alta freqüência ou ultra-sônicos, na faixa de 150 kHz, sob a forma de “clicks” ou estalidos. Esses sons são gerados pelo ar inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça, os sacos nasais ou aéreos. Os sons provavelmente são controlados, amplificados e enviados à frente através de uma ampola cheia de óleo situada na nuca ou testa, o Melão, que dirige as ondas sonoras em feixe à frente, para o ambiente aquático. Esse ambiente favorece muito esse sentido, pois o som se propaga na água cinco vezes mais rápido do que no ar. A frequência desses estalidos é mais alta que a dos sons usados para comunicações e é diferente para cada espécie.
Quando o som atinge um objecto ou presa, parte é reflectida de volta na forma de eco e é captado por um grande órgão adiposo ou tecido especial no seu maxilar inferior ou mandíbula, sendo os sons transmitidos ao ouvido interno ou médio e daí para o cérebro. Grande parte do cérebro está envolvida no processamento e na interpretação dessas informações acústicas geradas pela ecolocalização.
Assim que o eco é recebido, o golfinho gera outro estalido. Quanto mais perto está do objeto que examina, mais rápido é o eco e com mais frequência os estalidos são emitidos. O lapso temporal entre os estalidos permite ao golfinho identificar a distância que o separa do objecto ou presa em movimento. Pela continuidade deste processo, o golfinho consegue segui-los, sendo capaz de o fazer num ambiente com ruídos, de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objectos simultaneamente.
Os predadores dos golfinhos são os tubarões, as orcas e o ser humano.

Os golfinhos por serem mamíferos e apresentarem respiração pulmonar devem constantemente realizar a hematose a partir do oxigénio presente na atmosfera, tal fato obriga os golfinhos e muitos outros animais aquáticos dotados de respiração pulmonar a subirem constantemente à superfície. Uma das consequências desta condição é o sono baseado no princípio da alternação dos hemisférios cerebrais no qual somente um hemisfério cerebral torna-se inconsciente enquanto o outro hemisfério permanece consciente, capacitando a obtenção do oxigénio da superfície.